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Blefaroplastia

Um olhar mais leve começa por entender o que pesa nas suas pálpebras.

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Blefaroplastia — retrato ilustrativo de mulher com olhos claros, excesso de pele nas pálpebras e bolsas abaixo dos olhos.

Imagem ilustrativa; não representa paciente ou resultado cirúrgico.

Conheça

O que é blefaroplastia?

Blefaroplastia é a cirurgia das pálpebras superiores, inferiores ou de ambas para tratar excesso de pele e alterações das bolsas de gordura. Pode envolver preservação, reposicionamento ou retirada de tecido conforme a anatomia. Não corrige toda olheira, queda de sobrancelha ou dificuldade de abertura dos olhos; essas alterações precisam de diagnóstico próprio.

  • Pálpebras, supercílios e transição com a bochecha são avaliados em conjunto.
  • Fechar os olhos com conforto é tão importante quanto a aparência.
  • O plano pode ser isolado ou associado ao lifting, quando indicado.

O que você gostaria de voltar a perceber no seu olhar?

Talvez a maquiagem tenha começado a marcar a dobra da pálpebra. Talvez as bolsas apareçam mesmo depois de uma noite bem dormida. Ou você sinta que a região dos olhos transmite um cansaço que não corresponde à sua disposição.

São queixas diferentes, e quero ouvi-las com atenção. Antes de indicar retirada de pele, observo como suas pálpebras abrem e fecham, a posição das sobrancelhas, a distribuição de volume e a saúde ocular.

Meu interesse é aliviar o que incomoda preservando a expressão. Você deve reconhecer seu olhar no resultado que buscamos, não se adaptar a um formato escolhido sem considerar sua identidade.

Nem tudo que parece pele sobrando tem a mesma origem

Pele da pálpebra superior

Uma dobra excedente pode pesar sobre o sulco natural. Avalio quanto pode ser tratado mantendo fechamento adequado.

Posição do supercílio

A sobrancelha baixa pode contribuir para a sensação de peso. Retirar pele da pálpebra não substitui corrigir essa posição.

Abertura do olho

Ptose palpebral é diferente de excesso de pele. A função da pálpebra exige avaliação específica.

Bolsas e sulcos inferiores

Um volume saliente ao lado de uma depressão pode tornar a transição mais marcada. Remover toda a gordura não é a resposta para todos os casos.

Superior e inferior: planos próprios para necessidades diferentes

Na pálpebra superior, o acesso costuma acompanhar o sulco natural. O desenho considera a quantidade de pele, a posição da sobrancelha e a possibilidade de preservar ou ajustar gordura. Procuro evitar uma correção que deixe a região esvaziada ou prejudique o fechamento.

Na inferior, o acesso pode ser pela conjuntiva, na face interna da pálpebra, ou envolver uma incisão abaixo dos cílios, conforme a indicação. A via transconjuntival permite tratar gordura, mas não retira excesso cutâneo por esse acesso. A ASPS explica as abordagens.

Você pode precisar apenas das superiores, apenas das inferiores ou das duas. Não incluo quatro pálpebras no plano por rotina.

Para conhecer os cuidados específicos da região abaixo dos olhos, veja o guia de blefaroplastia inferior. A página de blefaroplastia transconjuntival explica o acesso pela parte interna da pálpebra.

Vamos conversar sobre o que pesa no seu olhar?

Vou avaliar suas pálpebras, ouvir o que você deseja preservar e explicar quais mudanças podemos buscar com a cirurgia.

Olheira é uma descrição, não um diagnóstico

O escurecimento abaixo dos olhos pode ter relação com pigmento, vasos, sombra criada por uma depressão ou uma combinação. Uma bolsa também pode projetar sombra. É por isso que duas pessoas com “olheiras” podem receber orientações diferentes.

Quando existe perda de volume, discuto se reposicionamento de gordura ou enxertia faz sentido. Quando predomina pigmentação, a cirurgia pode não atender à expectativa. O nanofat é estudado para qualidade da pele, mas não o apresento como repositor estrutural de volume nem como solução garantida para manchas.

Bolsas malares, mais abaixo da pálpebra, também precisam ser reconhecidas. Não prometo que a blefaroplastia convencional corrigirá todo relevo ou inchaço dessa região.

Preservar também é uma decisão cirúrgica

Retirar mais tecido não significa rejuvenescer mais. Na consulta, avalio o que deve permanecer para sustentar um olhar equilibrado. A relação entre olho e bochecha importa tanto quanto a dobra da pálpebra.

Se a sobrancelha participa da queixa, posso discutir elevação de supercílios. Se existe esvaziamento, a conversa pode incluir enxerto de gordura. Cada associação precisa de uma razão própria, mesmo quando realizada na mesma operação.

Mostro a finalidade dessas escolhas e escuto suas referências. Não uso uma imagem de outra pessoa como desenho obrigatório para seus olhos.

O que preciso saber antes de planejar

Conte se sente ardência, usa colírios ou lentes de contato, já operou os olhos, tem doença da tireoide ou dificuldade para fechar as pálpebras. Procedimentos prévios, preenchimentos e cicatrizes também interferem no planejamento.

Olho seco e outras condições oculares podem exigir avaliação do oftalmologista. Exames e medicamentos são organizados conforme seu histórico e a extensão da cirurgia. Não suspenda um tratamento contínuo sem orientação.

Na minha prática, realizo a cirurgia em ambiente hospitalar e defino a anestesia com a equipe. Quando há procedimentos associados, explico como eles mudam o tempo de operação, a recuperação e os retornos.

Uma série retrospectiva de Prischmann e colaboradores, com 892 casos, reforça a importância de investigar olho seco e características palpebrais antes da operação. Por reunir a experiência de um cirurgião, não fornece uma previsão individual nem transforma todo olho seco em contraindicação. Estudo sobre olho seco e quemose.

Os primeiros dias pedem cuidado com os olhos

Inchaço, equimoses, irritação e sensação de ressecamento podem ocorrer. A orientação de compressas, lubrificação e cuidados com as incisões é individual. A ASPS destaca também proteção solar e instruções específicas para os retornos. Recuperação da blefaroplastia.

Organize ajuda nos primeiros dias e não marque um evento importante supondo que todos os sinais desaparecerão em uma data exata. Os pontos, quando presentes, têm retirada programada; maquiagem, lentes e exercício só devem retornar conforme a orientação recebida.

As cicatrizes mudam de aspecto com o amadurecimento. O acompanhamento permite observar não só a aparência, mas o conforto e a função das pálpebras. Quando a blefaroplastia integra o lifting, seguimos a programação de recuperação do conjunto.

O olhar merece uma conversa direta sobre riscos

Podem ocorrer assimetrias, cicatrizes desfavoráveis, dificuldade de fechamento, olho seco persistente e mudança da posição da pálpebra inferior, incluindo ectrópio. Também existem riscos de sangramento, infecção, necessidade de revisão e alterações visuais; perda de visão é uma complicação muito rara, porém grave. Riscos descritos pela ASPS.

Dor ocular intensa, redução súbita da visão ou aumento importante e rápido de volume ao redor do olho exigem avaliação de emergência imediata. Não espere uma resposta por mensagem ou a próxima consulta para buscar atendimento.

Explico esses pontos antes da decisão. Um plano cuidadoso considera aparência, função e capacidade de responder rapidamente a uma intercorrência.

Um olhar descansado precisa continuar sendo o seu

Ao avaliar o resultado, observo a relação entre as pálpebras, o fechamento, as transições e a expressão. Uma imagem muito cedo pode mostrar edema em vez do resultado acomodado. Por isso, comparo fotografias e examino sua evolução em diferentes momentos.

A cirurgia não interrompe o envelhecimento nem apaga todas as linhas ao redor dos olhos. Rugas de expressão e alterações da pele podem continuar presentes e ser discutidas separadamente.

Se seu desejo é reduzir o peso ou suavizar bolsas sem perder a familiaridade do seu olhar, essa é uma conversa que vale fazer com tempo. Quero entender o que você espera antes de propor o que remover, reposicionar ou preservar.

Suas perguntas merecem atenção.

Blefaroplastia levanta a sobrancelha?

Não é sua função principal. Quando a posição do supercílio contribui para o peso, avalio essa alteração separadamente para não tentar compensá-la retirando pele demais da pálpebra.

Toda bolsa deve ser retirada?

Não. Conforme a anatomia, posso preservar, reposicionar ou retirar parte da gordura. O objetivo é uma transição equilibrada, evitando esvaziamento excessivo.

A cirurgia acaba com os pés de galinha?

Não completamente. As rugas relacionadas ao movimento e à qualidade da pele podem precisar de outra abordagem. Explico esse limite antes da operação.

Quem tem olho seco pode operar?

Depende da gravidade e da avaliação ocular. Em alguns casos é necessário tratar a condição ou rever a indicação antes da cirurgia.

A via transconjuntival não deixa cicatriz?

Ela não cria uma incisão externa na pele por esse acesso. Isso não significa ausência de cicatrização interna, nem elimina riscos ou a necessidade de outro acesso quando sobra pele.

Posso associar ao lifting deep plane?

Sim, quando existe indicação para ambos e a avaliação permite a combinação. O lifting não substitui a análise das pálpebras, e a blefaroplastia não trata toda a face.

Quero entender o que mudou no seu olhar e avaliar suas pálpebras com atenção à expressão e ao conforto dos olhos.

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Referências e autoria

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · CRM/PR 17.388 · RQE 15.688
Referências revisadas em 22 de setembro de 2026.

As fontes abaixo fundamentam as informações gerais desta página. Quando descrevo meu atendimento, apresento a rotina da minha equipe; a orientação para sua cirurgia será individual.

  1. ASPS. Eyelid Surgery: Procedure Steps.
  2. ASPS. Eyelid Surgery: Recovery.
  3. ASPS. Eyelid Surgery: Risks and Safety.
  4. Tonnard et al. Nanofat grafting: basic research and clinical applications. PRS, 2013.
  5. Prischmann et al. Dry eye symptoms and chemosis following blepharoplasty: a 10-year retrospective review of 892 cases. JAMA Facial Plastic Surgery, 2013.